Frases

1 de mar de 2011

Práxis e Doxologia


Na meditação e na contemplação, o homem dirige-se a Deus, em quem crê, e abre-se à sua realidade. Sem alibi das atividades, ele se coloca diante da "realidade que tudo transforma" (Karl Barth) e a ela se entrega completamente. "Conhecer a Deus significa sofrê-lo", segundo diz uma antiga sabedoria teológica. Sofrer a Deus significa experimentar em si mesmo a dor da morte do homem velho e a dor do nascimento do homem novo. "Quem vê a Deus, deve morrer", já dizia o Antigo Testamento. Quanto mais o homem se aproxima da realidade de Deus, tanto mais profundamente ele é absorvido nessa morte e em seu renascimento. Isso se torna visível e experimentável na figura do Crucificado. A mediatio crucis, contemplação da via-sacra e meditação da paixão. Aquele que se volta para Deus, que por meio da figura do Crucificado vem ao nosso encontro de forma visível, entrega-se àquela transformação. Nas dores da conversão, experimenta a alegria da comunidade com Deus. Nisso transforma-se a práxis da sua própria vida, e de maneira muito mais profunda do que nas possibilidades da ação. Aquele que sofre em comunhão com Deus crucificado também poderá louvar em comunhão com o Deus ressuscitado. Da teologia da cruz nasce a teologia doxológica*.

Doxologia é uma composição poética musicada ou não que visa a louvar a Santíssima Trindade: Deus, o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

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